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domingo, 25 de setembro de 2011

AUTENTICIDADE


Autenticidade

Folhas que assumem suas cores
E não precisam ser verdes para ganhar admiração,
Pastéis que se misturam nas mãos de um artista inseguro.
Almas que se expõem,
Se extraem,
Se compõem...se arriscam.
Favores que não se pedem,
Fatores que se alteram,
Amores que não se conquistam e,
Mesmo assim, sabe, se arriscam.
Indivíduos que se prezam,
Que da importância não sabem e não querem
O sabor,
Apenas se arriscando e descobrindo o que são,
Criando situações,
Esquecendo dos perdões,
Alcançando liberdades mesmo incompletas,
Cansados de histórias de cometas.

Acreditar no que se quer plantar,
Acreditar nas perguntas,
No cheiro do travesseiro ao se deitar.
Procurar e admirar quem tem força num suspiro,
Quem dita sua verdade,
Transforma,
Recria,
Adapta a realidade.
Acredita no inferno ou no paraíso.
Quem canta uma canção sem medo de errar,
Gritar, desafinar...
Quem escreve sem pudor,
Sem rancor,
Sem certezas,
Sem absolutos.
Com respiros.

Procurar relativos, relativos absolutos.
Absolutos que se contradizem e que se mantêm.
Procurar o que está além.
A autenticidade do que não se explica.
A contradição do que não se contradiz.
As palavras, linhas e versos
Que não tem porquê.
Apenas se mantêm
E escorrem pelos dedos férteis de quem já exitou demais.
E as folhas se tingem da cor que quiser, ou precisar,
Individual, atemporal e imortal,

Autentico.

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