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domingo, 25 de setembro de 2011

INFLUÊNCIAS DE UM FILME DE SÁBADO!



Lanterna Verde

Um menino com manias sinceras.
Opiniões formadas e, nem por isso,
Difícil de se influenciar.
Como quase todo menino...
Brincava de pique-esconde,
Apagava o quadro para a professora,
Esquecia a merenda,
Levava nem tudo na brincadeira.
Gostava de desenhar, pensar no futuro,
Sonhar de olhos abertos.
Abertos para o mundo.
E criava viagens infinitas.

Depois o menino virou rapaz, 
Aos poucos.
Talvez mais devagar que a maioria.
Porque ele ainda pensava no futuro
E se perdia olhando as nuvens,
E continuava criando viagens infinitas.
Começou a acreditar em muitas coisas,
Desacreditou de outras.
Pensou seguir, 
Raramente também em desistir.
Pensou ser feio demais.
Bobo demais. Inocente demais.
Vulnerável demais.
Fechou os olhos e criou uma armadura que o tornou invencível.

E o rapaz virou homem.
Aos poucos.
Talvez mais devagar que a maioria.
Poque ele ainda pensava no futuro
E contemplava paisagens da varanda,
E continuava criando viagens infinitas.
Desejou o amor. 
Passou pela dor.
Quis se desapegar, quis voltar atrás,
Quis entender a vida. Quis escalar o Everest.
Quis se perder em alguma rua deserta.
Quis apagar as luzes,
Deitar. Chorar.
Quis enfeitiçar, 
Quis acreditar.
Quis que o mundo o amasse.
Quis que tudo se resolvesse.
E ele usou sua armadura.
E se tornou invencível.

E hoje, o menino é também rapaz e também é homem.
Afinal ele sempre continuou criando viagens infinitas.
O menino que se faz rapaz e o rapaz que se faz homem
E é menino, homem e rapaz,. 
Deixa de lado um pouco a armadura invencível.
E se torna primeira pessoa e pensa...

Penso que é sempre a mesma situação.
Penso que é difícil me entender.
Penso que poucos se arriscam de verdade.
Penso que nem sempre é uma questão se sorte.
E penso que sinceridade assusta.
Penso que o mundo gira rápido demais,
E as vezes esquece de girar.
E eterniza momentos desnecessários.
Penso que sorrisos verdadeiros
Crescem nas terras férteis de almas fortes,
E anseiam pelo caminhar entre eles, desvendando-os.
Um caminhar sincero.
Penso que não posso mudar muito.
Penso que não vou agradar a todos.
Penso ser justo em ser franco.
Penso que preciso de oportunidades.
E penso que as vezes sou apenas um tolo...
Um menino influenciável,
Um homem invencível,
Um coração tenro,
Uma alma verdadeira.
Penso que tenho muito a dizer,
Pouco a criticar
E nada a reclamar.
Mas mesmo assim reclamarei.
Pois o menino, rapaz e homem que sou,
Apenas deixou a armadura por um segundo.

E tudo volta ao normal em 3,2,1.

"No dia mais claro,
Na noite mais densa,
O mal sucumbirá ante a minha presença.
Todo aquele que venera o mal há de penar,
Quando o poder do Lanterna Verde enfrentar!"

Gianluca di Valdo, 25 de Setembro de 2011.

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